CONVIDADOS

O Dia Grande faz-se da partilha do que somos enquanto família Esporão e da experiência vivida na Herdade do Esporão. E essa partilha só faz sentido se juntarmos à paisagem sonora natural as pessoas que amplificam os valores com os quais nos identificamos, transmitindo-os, com a sua arte e conhecimento próprios, por esse país fora.

Descubra os convidados que também fizeram parte deste dia. 

Ilustrações por Cláudia Guerreiro©
Cais do Sodré Funk Connection
Cais do Sodré Funk Connection
Nascidos no coração do bairro boémio que lhes dá o nome, são a primeira banda residente do clube MUSICBOX, e uma das mais recentes revelações da noite lisboeta. Apaixonados pelo funk e pela soul, a banda dedica-se a recriar o som e o ambiente dos clássicos da Motown, Stax, Chess Records e outras editoras míticas das décadas de 60 e 70, com a dedicação e energia de uma verdadeira celebração. A experiência deste grupo, que junta elementos dos Cool Hipnoise , Orelha Negra, Mr Lizard, Afonsinhos do Condado, banda Sam the Kid, Spaceboys, Cacique 97, Sitiados, entre outros, garante a sabedoria necessária à produção do mais contagiante groove. Ideal para fechar a noite de dia 30 em Grande.
Diogo deCalle
Diogo deCalle
Nascido em Lisboa, é um artista plástico de obra multidisciplinar que divide o seu tempo como criador e arte-educador. No seu percurso a Arte e a Natureza são uma constante na sua presença efémera, estética e poética e, no seu trabalho, segue o seu desejo permanente de desenhar, guiado pelo prazer de evocar a criatividade e a poesia dentro de cada indivíduo. Diogo é um entusiasta que vê a arte como uma forma de inspirar e de se inspirar, de comunicar e de intervir.
Inês Meneses
Inês Meneses
Radialista e comunicadora, de simpatia sem igual, Inês Meneses faz há 10 anos o "Fala com Ela" na Radar e, na Antena 1, "O Amor é…" com Júlio Machado Vaz. Fez crítica gastronómica na Sábado e assina as “10 Perguntas a…” na Revista E. Agora, numa parceria Radar/Expresso promove as ligações no PBX, juntamente com Pedro Mexia. Neste Dia Grande, vem moderar as Conversas à Sombra.
Joana Astolfi
Joana Astolfi
Artista, arquitecta e designer, encontra inspiração num alargado universo de objectos. Estátuas de porcelana, miniaturas, cadeiras 'vintage', brinquedos, diários e fotografias de pessoas que nunca conheceu, habitam e moldam a sua visão criativa. As suas obras, instalações e montras têm inspiração em imperfeições, erros e na irrepreensibilidade do humor. Em 2009 criou o Studio Astolfi, com uma equipa de artistas, arquitectos e técnicos que se especializam em contar histórias, evocar memórias e captivar a curiosidade das audiências. Juntos já criaram projectos para Hermès, Belcanto, Bairro do Avillez, Claus Porto, A Padaria Portuguesa, entre outros. Neste Dia Grande vem sentar-se connosco nas Conversas à Sombra, para falar do seu projecto “Árvore da Esperança”.
Samuel Úria
Samuel Úria
Samuel Úria divide-se entre o rural e o urbano: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de “roque enrole”. A sua carreira começou com edições de autor, numa carreira que tem gerado um culto crescente de fãs. O culminar disto foi o seu último disco “Carga de Ombro”, que os críticos colocaram num merecido lugar cimeiro. Vem ao Dia Grande para nos falar sobre música, nas Conversas à Sombra.
Chef Carlos Teixeira
Chef Carlos Teixeira
Iniciou o seu percurso em cozinha com apenas 14 anos, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. Após terminar o curso ingressou na Licenciatura de Produção Alimentar em Restauração na Esht, onde teve a oportunidade de estagiar com Henrique Mouro, no Restaurante Assinatura e, no último ano, no Hotel Claris (5 estrelas), em Barcelona. Terminada a Licenciatura, começou a trabalhar no Grémio Literário e posteriormente na Rota das Sedas, em Lisboa. Em 2014 mudou-se para Londres onde trabalhou durante um ano no Clove Club (1 estrela Michelin). De volta a Portugal veio trabalhar no Restaurante Herdade do Esporão, onde passou 2 anos como sous-chef. Agora, com 25 anos, assume a liderança da cozinha da Herdade do Esporão.
Chef Bruno Caseiro
Chef Bruno Caseiro
Bruno Caseiro deixou-se levar para o universo da cozinha pela sua paixão por comida. Depois de terminar a Escola de Hotelaria viajou pelo mundo para aprender com alguns dos melhores: Nuno Mendes, Nuno Diniz, Tom Sellers, Leandro Carreira — mantendo sempre um olhar atento ao que se passava no seu país. Gosta de cozinhar o que lhe dá prazer comer e encontrou no Alentejo o cenário perfeito, onde o tempo se estende e prolonga, em noites animadas e mesas fartas. Procura reflectir no prato e no palato a biodiversidade que caracteriza a região.
Chef António Galapito
Chef António Galapito
António Galapito, de 27 anos, regressou de Londres especialmente para abrir o Prado, um restaurante que apresenta pratos com ingredientes nacionais, sazonais e frescos. Em Londres, trabalhou em vários restaurantes de renome, dois deles premiados com Estrelas Michelin: 'Viajante', 'The Corner Room' e 'Taberna do Mercado', de Nuno Mendes, e 'Lyle's', de James Lowe.
Chef Hugo Brito
Chef Hugo Brito
Hugo Brito iniciou a sua formação em Sociologia e Artes Plásticas. Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian e fez numerosas exposições, quer em Portugal, quer internacionalmente. A meio de uma pós-graduação em artes visuais em Amesterdão, começou a trabalhar em cozinha e, inicialmente sem essa intenção, acabou por fazer disso a sua profissão. Trabalhou em numerosos restaurantes em Amesterdão, Londres e Lisboa antes de abrir, em 2014, o boi-cavalo em Alfama, que define como um restaurante de autor descontraído, mas empenhado política e culturalmente. Tem um filho de 4 anos que gosta muito de farinheira e muitas plantas em casa.
Chef José Júlio Vintém
Chef José Júlio Vintém
Nascido em Portalegre, é um apaixonado pelo campo e pela gastronomia tradicional e regional. Autodidacta, fez o seu percurso estudando técnicas e produtos que lhe permitissem desenvolver uma cozinha simples como a regional, mas cheia de carisma. Há 18 anos que tem o seu restaurante TombaLobos, em Portalegre, onde cria os seus pratos respeitando sempre a sazonalidade e a origem dos produtos. Também em Portalegre, abriu a tasca Boca do Lobo, onde recria e apresenta os seus petiscos. É chef consultor do Hotel São Lourenço do Barrocal e tem a seu cargo a cozinha do novo projecto em Lisboa - Pica Miolos, no Cais do Sodré -, com abertura prevista para este ano.
Chef Leopoldo Calhau
Chef Leopoldo Calhau
Antes de se agarrar aos tachos, era arquitecto. Foi quando Leopoldo voltou a Lisboa, depois de 6 anos a exercer a profissão no Alentejo, que decidiu inscrever-se na Escola de Hotelaria do Estoril e arquitectar uma mudança na sua vida. O tempo passado em contacto constante com a gastronomia alentejana e uma paixão antiga pela cozinha estiveram na base da decisão. Em 2014, depois de ter ganho calo noutros restaurantes, incluindo o Belcanto, abriu o seu primeiro restaurante, o Sociedade, na Parede, onde estava quando aceitou o convite do Teatro D. Maria II, em Lisboa, para ali ter o seu espaço. Comida regional é o prato de todos os dias no Café Garrett: "Acho piada quando dizem que faço cozinha alentejana porque a ideia não era essa, mas a verdade é que o Alentejo vem sempre à baila."
Chef Rui Martins
Chef Rui Martins
O pormenor é essencial para compreender a sua personalidade, pois manifesta-se em tudo na sua vida. Rui Martins é um espírito forte, sentindo sempre que a vida é para ser vivida intensamente. A cozinha inspirada em diversas regiões do nosso país e em viagens que faz, é uma cozinha de contrastes. Participou no TOP CHEF em 2012 chegando à final, recebeu o Troféu 'Portugal Sou Eu' em 2015 e a distinção 'Chefe Cozinheiro do Ano 2016', e estagiou no Celler de Can Roca – com 3 estrelas Michellin e considerado o 3º melhor restaurante do mundo. Considera que a partilha e as experiências com colegas de profissão são momentos de crescimento constantes, e que a procura tem de ser constante - quem não procura dificilmente acha.
Chef Vasco Coelho Santos
Chef Vasco Coelho Santos
Foi sem medos, com apenas 29 anos e uma bagagem já cheia de experiência e inspiração, que Vasco Coelho Santos abriu o Euskalduna Studio, no Porto. Como bom filho, a casa retornou depois de alguns anos a ganhar mundo e “pulso” em Lisboa, País Basco, Londres, Singapura e Japão. Aprendeu com os melhores e voltou com a escola toda. Mas com os pés no chão. A sua humildade permite que traga sempre consigo, na sua identidade como chef, um pouco de cada lugar por onde passou.
Chef Joaquim Saragga Leal
Chef Joaquim Saragga Leal
Joaquim Saragga Leal formou-se como engenheiro mecânico em Inglaterra. Após alguns anos a trabalhar entre a rede de concessionários da Volkswagen e como mecânico de helicópteros, acabou por ir trabalhar para o Alentejo, para a propriedade da sua avó. Foi nesta altura que ingressou na universidade de Bordéus para tirar o DUAD (diplome universitaire de aptitude a la degustacion). Num acto de curiosidade e incentivado por amigos, ingressou no curso de cozinha na EHTL. Terminado este, seguiu para o mestrado de Ciências da Gastronomia, na FCT/Nova de Lisboa. Terminado o primeiro ano do mestrado, adquiriu o número 22 da Calçada do Forte em Alfama, onde abriu a taberna Sal Grosso e se diverte entre gastronomia portuguesa e cerveja artesanal, o seu último projecto.
Tiago Pereira
Tiago Pereira
Seguindo e aprofundando as pisadas de Michel Giacometti, Tiago Pereira é possivelmente o etnógrafo que melhor conhece Portugal. O seu projecto “A música portuguesa a gostar dela própria” é um hino ao orgulho dos nossos costumes e tradições. O sucesso foi tal que agora também está a fazer um levantamento da nossa gastronomia - tema que o traz ao Dia Grande.
Desbundixie
Desbundixie
Os Desbundixie revivem o estilo jazzístico denominado Dixieland, buscando inspiração nas sonoridades nascidas em Nova Orleãs e que capturaram o imaginário de todo o mundo. Composto na sua base por sete elementos - Manuel Sousa (trompete), Flávio Cardoso (clarinete), César Cardoso (saxofone tenor), Ricardo Carreira (trombone), Pedro Santos (banjo tenor), Daniel Marques (tuba), João Maneta (bateria) -, este projecto apresenta temas escritos de época, orquestrados por estes músicos. Desbundixie é muito mais do que um nome, é um modo especial de viver a música. É imagem de marca desta banda, que quer, sobretudo, animar-se e animar quem a ouve. Em concerto, os sete elementos propõem uma viagem marcada por uma linguagem plena de improviso e irreverência.
Madalena Martins
Madalena Martins
Madalena Martins explora um universo dedicado ao design e ao imaginário da cultura portuguesa, reinterpretando objectos, materiais e histórias, devolvendo emoções em forma de objectos de design. A manualidade e rigor de produção estão muito presentes nas suas peças aliadas a uma forte componente social, sendo na sua maioria desenvolvida por reclusos de Estabelecimentos Prisionais do Norte de Portugal e utentes de associações de reinserção social. A sustentabilidade ambiental está também muito presente no processo criativo e de produção, transformando desperdícios de indústrias ou museus em novas peças. Fotografia de ©Vitorino Coragem
Mezze - Projecto da Associação Pão a Pão
Mezze - Projecto da Associação Pão a Pão
Perguntaram a uma estudante síria a viver em Lisboa do que tinha mais saudades. Ela respondeu: “Pão sírio!” Este foi o ponto de partida para um projecto de integração absolutamente pioneiro em Portugal: um restaurante de comida árabe, o Mezze, onde se dá formação e emprego a refugiados do Médio Oriente. Porque o pão é um dos elementos que nos ligam a casa, o Mezze é um espaço onde se produz pão e vários dos pratos que o acompanham. É bem mais do que uma padaria e muito do que um restaurante: é um ponto de encontro e um local de partilha. A Associação Pão a Pão gera assim soluções de empregabilidade sustentável e a contribui para uma verdadeira inclusão, num modelo que pretendem replicar em vários pontos do país. E porque a integração é um processo bidireccional, organizam também workshops e debates, que ajudam a aproximar, a diminuir o desconhecimento e a esbater preconceitos.
Artesão Luís Vale
Artesão Luís Vale
Natural de Caxarias, concelho de Ourém, foi professor de Filosofia até 2014. Investigador autodidacta de aerofones é hoje construtor de flautas de bambu (bisel e tranversal, assobios, apitos, cucos e flauta de êmbolo) e outros artefactos de bambu (caixas e tubos para guardar flautas, bengalas). Vem ao Dia Grande partilhar a sua arte com os mais novos na actividade de Construção de Instrumentos.
Romeu Runa
Romeu Runa
Depois dos estudos na Escola de Dança do Conservatório Nacional, estabeleceu-se como um dos bailarinos mais prestigiados de Portugal, colaborando com colectivos e estúdios de dança como Utero ou Les ballets C de la B. As suas interpretações (que também se estendem à representação) têm granjeado os elogios do público e crítica pelo mundo fora.
Ricardo Santos
Ricardo Santos
Um dos mais importantes divulgadores de tradições musicais portuguesas, tem centrado a sua actividade em instrumentos de sopro, como a gaita de foles. Para o Dia Grande, reserva-nos uma performance telúrica com a Gaita de Roncos.
Inês Leitão
Inês Leitão
Inês Leitão estuda a azulejaria contemporânea aplicada em espaço público, tendo alguns capítulos de livros e artigos publicados. É investigadora do ARTIS - Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa -, integrando o grupo Az – Rede de Investigação em Azulejo -, onde desenvolve a sua tese de doutoramento como bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Em 2016 obteve o grau de mestre em Arte, Património e Teoria do Restauro pela mesma faculdade, com a dissertação intitulada “A arte pública e a construção do lugar. A presença do azulejo (1970-2013)”. Integrou ainda alguns projectos de investigação, nomeadamente o “Az Infinitum - Sistema de Referência e Indexação de Azulejo” e o “Off-Off Lisbon: Narrativas Urbanas Alternativas”, e a equipa permanente do seminário mensal “AzLab - Estudos do Azulejo”.
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